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Formado no ano passado como um supergrupo do Heavy Metal Americano, o Charred Walls Of The Damned (que nome…) foi idealizado inicialmente pelo grande baterista Richard Christy, após a sua saída do Iced Earth em 2004 e o posterior ingresso no The Howard Stern Show, onde ficou por mais de cinco anos. E durante todo esse tempo, manteve na ativa a composição de músicas que viriam a compor esse debut.

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A banda liderada pelo tirano canadense Jeff Waters nunca atingiu o grande mainstream nem nunca foi a preferida entre todos os fãs de Thrash Metal ao longo destes seus, podendo ser considerada uma das mais injustiçadas e subestimadas bandas surgidas no ápice do movimento nos mid-80’s.

Contando em sua discografia com clássicos como “Alice In Hell” e “Never, Neverland”, até os trabalhos mais recentes como “All For You” e “Schizo Deluxe”, passando por uma década de 90 um tanto quanto apática, o Annihilator sempre teve a criatividade e coragem suficiente para moldar o seu som e se atualizar, sem cair para o lado comercial da coisa (não é, <coloque o nome da sua banda de Thrash favorita aqui>?). Em 2003, antes do lançamento do supracitado “All For You”, a entrada do vocalista/guitarrista Dave Padden deu uma nova roupagem ao Thrash/Goove/Technical e seja lá o que mais Metal de Jeff Waters, tanto que o jovem garoto é o único membro efetivo ao lado do chefão, algo considerável, se considerarmos que o Annihilator é a banda que mais trocou de formações EVER (o único que talvez chegue perto é o Iced Earth).

O álbum que leva o seu próprio nome é o 13º da carreira e foi produzido pelo próprio Waters no seu longínquo estúdio, sendo lançado em 17 de Maio, traz uma das mais perturbadoras artes gráficas dos trabalhos da banda.

Sopros de Metalcore iniciam o álbum com “The Trend”, com melodias cantantes e até harmonioso demais, que descamba em uma rifferama típica da banda (os dois minutos de introdução foram um tiro no pé, aliás). Porém, logo de cara, podemos perceber um toque diferente nas linhas vocais de Padden, menos americanizadas e soando um pouco mais Thrash e vintage, dosando bem, principalmente nos refrões. Em seguida, “Coward” é um Speed Metal de respeito, digno de bandas clássicas (até com um toque alemão, mais reto), assim como “Ambush” e o seu clima que mistura Slayer com Destruction, obviamente, nas devidas proporções. “Betrayed” deixa de lado um pouco a parte mais agressiva e é uma típica música Annihilator dos anos 90/começo dos 2000, rítmica e com riffs pegajosos, a exemplo da maluquice de “25 seconds” e o seu baixo groovy no começo (cortesia do próprio Waters), introdução sem sentido nenhum para a música mais Metalcore do álbum. “Nowhere To Go” também tem uma ótima cadencia e uma ótima melodia, mesmo nas partes mais pesadas e no seu refrão quase Pop, enquanto “The Other Side” parece tanto com Megadeth (do “System Has Failed” pra cá) que chega a dar nos nervos, característica que felizmente não continua em “Death In Your Eyes” e “Payback”, com pegada bem própria do Annihilator mesmo, Thrashy e Groovy na medida e no peso certo.  O álbum encerra com “Romeo Delight”, um cover do Van Halen, banda da qual sempre nutri sentimentos nada puros, e essa cover não ajudou em nada para melhorar isso.

“Annihilator” não é nem de longe um dos melhores álbuns da carreira da banda, e tampouco supera o seu antecessor “Metal” (que é muito bom perto desse, aliás). As músicas estão até que bem construídas, os riffs e os solos continuam os mesmos… mas… ainda falta alguma coisa…

01. The Trend
02. Coward
03. Ambush
04. Betrayed
05. 25 Seconds
06. Nowhere To Go
07. The Other Side
08. Death In Your Eyes
09. Payback
10. Romeo Delight (Van Halen Cover)

Nota 6

Bons sonhos

Uma daquelas típicas bandas que somente o underground europeu pode nos oferecer, o Mekong Delta é uma banda na ativa desde 1985, completando aí já 25 anos na dura batalha que é viver de música. Com nove álbuns no currículo, além de já ter contado no seu line-up com alguns dos mais famosos músicos do cenário alemão (Peavy Wagner, do Rage, por exemplo, escreveu as letras dos dois primeiros álbuns… aliás, estou devendo o review do último deles ainda), o Mekong Delta nunca atingiu um sucesso alto em comparação às outras bandas da época, como Destruction, Sodom, Grave Digger, Running Wild e até o próprio Rage.

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Terminus: Overkill – “Ironbound”

Oriunda de Nova Iorque, o Overkill forma com Slayer, Metallica, Exodus e Anthrax o início do movimento Thrash Metal na década de 80. Na atividade desde 1980, é uma das mais sucedidas bandas da chamada Costa Leste, mantendo até hoje dois dos membros do line-up original: o vocalista Bobby “Blitz” Ellsworth e o baixista D. D. Verni, mesmo que sofrendo com inúmeras mudanças ao longo destes 30 anos, com 15 álbuns de estúdio, dois ao vivo e um inteiramente só de cover.

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