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Imago: As artes reais do Rei Rubro

Um dos alicerces da gênese do Rock Progressivo, talvez o King Crimson tenha sido uma das mais experimentais e influentes (até os dias de hoje) bandas surgidas no final dos anos 60. Robert Fripp, figura importantíssima do estilo, conseguiu agregar ao longo do tempo influencias que iam do Jazz ao Eletrônico, passando por Drum’n’bass, Hard Rock, New Age, elementos psicodélicos e experimentais, e, inclusive, um embrião (ainda que disforme) do que seria o Heavy Metal uma década mais tarde. A extensa discografia da banda, peculiarmente tem mais álbuns ao vivo do que de estúdio (vai entender…), sendo 25 apresentações gravadas contra “apenas” 13 de estúdio, além de 3 EPs, 8 coletâneas e 14 Singles, sem considerar os infinitos projetos paralelos e álbuns solo entre as idas e vindas da banda nesses 40 anos de carreira.

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O Rock Progressivo nunca se prendeu aos limites da música. Muito pelo contrário, aliás, as bandas faziam de tudo para transcender, elevando o sentimento e a percepção para aqueles que ouviam através de imagens, performances teatrais, jogos de luzes e, em outro âmbito, a arte gráfica de seus trabalhos. Da mesma forma que cada banda tinha um estilo próprio, que a tornava diferente de qualquer outra (bons tempos) mesmo que por um mero detalhe ou outro nas suas características mais marcantes, cada uma também tinha idéias únicas sobre como representar a sua música visualmente. Algumas bandas optavam por fotos, outras por montagens, podíamos encontrar também desenhos disformes, imagens psicodélicas, das mais simples às mais complexas, mas todas com o mesmo objetivo: tentar passar a mensagem e o conceito não apenas do álbum, mas de uma forma que o próprio público conseguisse identificar que aquele álbum era de tal banda. E grande parte do mérito disso está nos artistas da época, que conseguiam traduzir em visualmente as idéias totalmente ácidas e viajantes que representassem de forma justa as maluquices que saiam da cabeça dos músicos.

A coluna Imago, dentro do Progcast vai abordar a arte dos álbuns de Rock e Metal progressivo, tentando analisar de uma forma que correlacione os temas líricos, com as idéias da banda e como isso se torna importante para a experiência de ouvir o trabalho não isoladamente, mas como parte de um grande conjunto que envolvem a audição, a visão e a percepção de quem está presente. Serão apresentadas as capas que compreendem toda a discografia de cada banda por post (separando os de estúdio das coletâneas e ao vivo), acompanhando o seu próprio desenvolvimento e como ela ia se adaptando (ou mantendo a sua característica) de acordo com o tempo e com as mudanças que aconteciam no mundo.