Category: Neo Partus


Neo Partus: Shaman – “Origins”

A exemplo do que o próprio Angra viveu no conturbado período pós-Fireworks, quando André Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori deixaram a banda para formar a nova banda, o próprio Shaman passou por isso em meados de 2006, quando a mesma quase chegou ao fim. Porém, com a entrada de Thiago Bianchi (vocais), Léo Mancini (guitarra) e Fernando Quesada, Confessori conseguiu reerguer a banda e lançou o controverso “Immortal”, em 2007, que se não era uma obra-prima (convenhamos, era bem fraquinho), mostrou que a banda ainda estava viva e tentando gradativamente voltar às suas próprias raízes, com a volta das batucadas e ritmos tribais, bem como a própria capa sendo uma referência ao debut “Ritual”, de um distante 2002.

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Neo Partus: Ihsahn – “After”

Vegard Sverre Tveitan, ou, mais conhecido pela alcunha de Ihsahn, é uma das figuras mais famosas do cenário Black Metal, por ter liderado a banda Emperor por 10 anos, até 2001, quando ela encerrou suas atividades. Com isso então, Ihsahn pode focar apenas na sua carreira solo, que já conta com 3 álbuns: “The Adversary”, de 2006 e o já clássico “angL”, de 2008, além de “After”.

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Uma das mais criativas e obscuras bandas dos anos 70, o Hawkwind é conhecido por ser o alicerce do estilo que viria a ser caracterizado como Space Rock, agregando muitos efeitos e psicodelia ao Rock Progressivo em alta na Inglaterra nesse período. O experimentalismo e a incerteza contida em sua música fazem deles uma espécie de elo perdido entre os hippies maluquetes e o surgimento da cultura Punk, além de com certeza ter influenciado em muito tanto o embrião do Heavy metal e até mesmo do Hardcore. Na vasta discografia da banda, foram explorados diversos e diversos estilos, mas sempre mantendo o pé na atmosfera espacial e as letras baseadas em temas urbanos e de ficção científica.

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Fruto dos experimentalismos de Øystein Garnes Brun, o Borknagar surgiu em meio ao movimento Black Metal norueguês da metade dos anos 90, reunindo em seu line-up algumas das mais importantes figuras, como Infernus e Grim, para o debut histórico auto-intitulado. Com o passar dos anos, e o lançamento dos posteriores “The Olden Domain” e “The Archaic Curse”, a formação foi sendo moldado com a entrada de ICS Vortex (que iria para o Dimmu Borgir mais tarde), o tecladista Lars Nedland, o baterista Asgeir Mickelson. Em 2000, Vintersorg entra para assumir os vocais, juntamente com Tyr, completando a lacuna deixada por Vortex, gravando os clássicos indubitáveis “Quintessence”, “Empiricism” e “Epic”, apresentando ao mundo a sonoridade única da banda, mesclando Black Metal com passagens Folk e Progressivas. Tal influência se mostrou mais clara ainda com o lançamento de “Origin”, em 2006, um álbum completamente acústico, mostrando ao extremo a faceta Prog da banda.

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Mr John Nicholas Oliva já é uma das figuras mais cults e ilustres de toda a história do Heavy Metal. Apesar de todos os seus projetos nunca terem obtido um estrondoso sucesso mainstream nem realmente uma venda significativa, seja com o lendário Savatage, o Doctor Butcher e, mais recente, com o Jon Oliva’s Pain. Ao longo destes 25 anos de carreira (mais até, se considerarmos a época como Avatar), Jon Oliva fundou o Savatage, elevando-a à uma das mais cultuadas e criativas bandas, com uma sonoridade incrivelmente única, permeando em toda a sua carreira através do Hard Rock, Heavy Metal, Prog Rock e até mesmo umas pitadas de Southern, tendo em seu line-up alguns dos maiores músicos, como Chris Caffery, Al Pitrelli, Zakk Stevens (hoje no Circle II Circle), além, obviamente, de Paul O’Neil (a mente por trás do conceito da banda) e Criss Oliva, cujo falecimento acabou influenciando a vida de Jon até os dias de hoje.

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Surgido das cinzas do lendário Sanctuary, o Nevermore foi formado pelo vocalista Warrel Dane e pelo baixista Jim Sheppard, que estavam descontentes com a pressão por parte da gravadora para que a sua antiga banda moldasse o seu som mais voltado ao Grunge, estilo em voga na época, ainda mais que eles eram da chuvosa Seattle, onde bandas como Pearl Jam e Nirvana eram os queridinhos da época. No final de 1994 então, o line-up do Nevermore, que se mantém até os dias de hoje (algo inacreditável), é completado com Jeff Loomis e Van Williams, assumindo a guitarra e a bateria, respectivamente, conseguindo um contrato com a Century Media no ano de 1995, ano do lançamento de seu debut auto-intitulado. O impacto do som da banda foi tão grande que, proclamado pela crítica e público, o Nevermore saiu em turnê com Blind Guardian e Death no mesmo ano, apresentando ao mundo o seu Metal (não podemos incluir apenas um sub-gênero) com nuances que iam do Thrash ao Power, passando pelo Gothic e Prog, um som único criado com base na técnica absurda de seus instrumentistas e a voz inconfundível de Dane.

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Neo Partus: Asia – “Omega”

Lançado como um supergrupo no ano de 1981, o Asia é uma suposta banda de Progressive Rock formada por medalhões de bandas como Yes, King Crimson, Uriah Heep, ELP, Wishbone Ash, entre outros. Ok, mas porque “suposta”? Simples, apesar dos envolvidos no projeto, a sonoridade do Asia era muito mais AOR, Hard Rock e até mesmo POP em comparação ao que era praticado pelas suas bandas antigas, o que esmerilhou a expectativa de muitos fãs e até mesmo da crítica, ainda que a música fosse de ótima qualidade. De qualquer forma, o lançamento do debut da banda foi um verdadeiro frisson entre o público, tanto para os que já apreciavam o trabalho de seus membros, quanto os novos, adquiridos com os novos hits, mais simples e atualizados (na época), que rodavam exaustivamente nas rádios e MTV’s da vida, tornando-os um dos alicerces do que viria a ser o Arena Rock (shows grandiosos, cheio de efeitos, meio futurista, embalados pelos sons de teclado). Após algumas idas e vindas ao longo destes quase 30 anos de carreira, o Asia estabeleceu uma formação estável desde 2007, chegando a atualidade resgatando muito da sua sonoridade antiga e, mesmo que não tenha a popularidade de outrora, mantém uma boa parcela de fãs ainda hoje.

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Diz o ditado popular que a linha que separa a genialidade da insanidade é um tanto quanto tênue e muitas vezes é uma questão de tempo para que se atravesse essa linha ou fique em cima dela, com um pé de cada lado. Daniel Gildenlow e o Pain Of Salvation são um dos maiores ícones do Rock/Metal Progressivo atualmente, alavancados pelos sucessos conceituais de “The Perfect Element” e “BE”, possivelmente dois grandes marcos do Progressivo no século XXI, que trazem toda uma gama de influências e ótimas idéias desenvolvidas em seu som. Após o estrondoroso sucesso de “BE”, onde a banda demonstrava ter chegado ao seu ápice progressivo, um álbum que envolvia filosofia, religião, humanidade e o fim do mundo, o lançamento do subseqüente “Scarsick” em 2007, chocou muita gente pelos experimentalismos e a dinâmica abordagem que foi dado a sonoridade. Considerado a segunda parte do álbum “The Perfect Element”, nunca havia se visto o Pain of Salvation tocando de forma tão pesada, direta, crua, incluindo ao seu som Disco Music, Surf Music, Rap e até mesmo New Metal, o que acabou dividindo a opinião dos fãs, sendo o mais polêmico da sua carreira. Nesse meio tempo, a banda passou por uma drástica mudança do line-up: Kristoffer Gildenlow (irmão de Daniel) já havia abandonado o barco após a turnê do “BE” e o baterista de longa data Johan Langell saiu antes mesmo do início das gravações do EP “Linoleum”, que anteciparam o lançamento deste sétimo full-length, deixando Johan Hallgren, Frederik Hermansson e Daniel Gildenlow para continuar a banda (quem não se lembra dos dias que o site oficial deles ficou com um “the end?” escrito? Isso foi caótico). Porém, tudo deu certo e Léo Margarit foi recrutado para assumir as baquetas e o próprio Gildenlow tocou as linhas de baixo, enquanto um membro efetivo não é anunciado.

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Nascido em 10 de Julho de 1942, Ronald James Padavona tornou-se um dos maiores (se não o maior) vocalista que o Heavy Metal já pode ouvir e apreciar em toda a história. Hoje, 16 de Maio de 2010, falece Ronnie James Dio, um ícone que marcou três gerações com a sua carismática atuação nas apresentações, baixinho, feio e dono de uma das vozes mais poderosas, foi o frontman de importantíssimas bandas que de alguma forma mudaram não apenas a história do Rock, mas da música em si. Este post é apenas uma simples, mas dedicada homenagem àquela que não é apenas o meu ou o seu ídolo, mas de qualquer um que é adepto ao Rock’n’Roll e todas as suas vertentes.

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Para quem ouviu o Progcast #02 – Na Corte Do Rei Rubro sabe que ficamos meio no escuro quando falamos do excelente Trey Gunn e o que seria sua Warr Guitar. Pois bem, agora depois de tantos anos escondido do grande público, Gunn e sua Warr Guitar voltam as luzes principais dos grandes palcos, junto com Marco Minneman, conhecido como um virtuoso baterista, para o lançamento do projeto Moderator.

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