Category: Imago


Imago: Oceanos topográficos II

Para acessar a parte I deste post, clique aqui

Dando continuidade às capas do Yes, voltemos ao ano de…

1977 – Going For The One

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Imago: Oceanos topográficos

Uma das bandas com uma das discografias mais extensas não apenas do Rock Progressivo, mas de toda a história da música, o Yes conta no seu currículo com 19 álbuns de estúdio, 9 ao vivo, 31 coletâneas (WHAT?) e 32 singles, algo impressionante ainda mais se contarmos o fato de que eles nunca mantiveram o mesmo line-up por muito tempo e tiveram alguns breaks ao longo desses 40 anos de carreira (e banda teoricamente continua na ativa, fazendo shows, ao menos).

1969 – Yes

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Imago: Reflexos na água

Surgida em Stockholm, Suécia, no ano de 1990, o Opeth talvez seja uma das bandas mais cults do cenário Metal hoje. A sua fusão entre Death Metal, Doom Metal e as sonoridades mais softs do Rock Progressivo fez dela uma das mais criativas e impactantes bandas de toda a história, conduzida pela genialidade de Mikael Akerfeldt, único membro original remanescente. A evolução sonora e conceitual da banda é algo tão obscuro, complexo e bem construído que chega a ser impressionante o crescimento nesse meio tempo, e a capacidade de reproduzir visualmente o seu trabalho também é digno de nota.

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Imago: Salada de cérebro II

(Para visualizar a primeira parte deste post, clique aqui Imago: Salada de cérebro)

Dando continuidade ao post sobre as capas da banda Emerson, Lake & Palmer:

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Imago: Salada de cérebro

Um dos estandartes do Rock Progressivo na década de 70 e formado pelo dream-team da época Keith Emerson (teclados/sintetizadores), Greg Lake (guitarra/baixo/vocais) e Carl Palmer (bateria), figuras carimbadas e membros de várias outras bandas, chegando a vender mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo, considerando os 9 álbuns de estúdio, 13 ao vivo, 12 coletâneas e 13 singles. As viagens ácidas, grandes jams instrumentais e a exploração de sons ambientes conduzido pela virtuose de seus músicos é uma marca  muito copiada até hoje, chegando a influenciar até mesmo os recentes Post-rock e Atmospheric Rock. Esse direcionamento e experimentalismo musical, de alguma forma é complementar ao próprio som do grupo, como veremos a seguir:

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Imago: Galeria dos sonhos

O principal ícone do triunvirato responsável pela 1ª geração do Prog Metal (junto com Queensryche e Fates Warning), o Dream Theater definitivamente era o mais progressivo na sua essência, resgatando muito da sonoridade setentista, principalmente na complexidade melódica, estrutural e conceitual de suas obras, aliado ao peso e a noção de contemporaneidade no seu som, tornando-os uma das mais cultuadas e bem-sucedidas bandas do Heavy Metal atual, conseguindo uma quantidade incrível de fãs (MUITO fanáticos, mas eu nem queria falar sobre isso). Mas enfim, uma das características que mais chamam a atenção são os background de sua música, desde o tema lírico abordado como as capas/artes gráficas dos álbuns, que remetem às idéias muito bem expressas de 20, 30, 40 anos atrás, e, tudo é tão pensado e encaixado que esses trabalhos são elemento à parte e deve ser bem analisada, afinal, nada mais progressivo do que cada detalhe ser importante, ahn? Bom, vamos lá:

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Imago: As artes reais do Rei Rubro

Um dos alicerces da gênese do Rock Progressivo, talvez o King Crimson tenha sido uma das mais experimentais e influentes (até os dias de hoje) bandas surgidas no final dos anos 60. Robert Fripp, figura importantíssima do estilo, conseguiu agregar ao longo do tempo influencias que iam do Jazz ao Eletrônico, passando por Drum’n’bass, Hard Rock, New Age, elementos psicodélicos e experimentais, e, inclusive, um embrião (ainda que disforme) do que seria o Heavy Metal uma década mais tarde. A extensa discografia da banda, peculiarmente tem mais álbuns ao vivo do que de estúdio (vai entender…), sendo 25 apresentações gravadas contra “apenas” 13 de estúdio, além de 3 EPs, 8 coletâneas e 14 Singles, sem considerar os infinitos projetos paralelos e álbuns solo entre as idas e vindas da banda nesses 40 anos de carreira.

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O Rock Progressivo nunca se prendeu aos limites da música. Muito pelo contrário, aliás, as bandas faziam de tudo para transcender, elevando o sentimento e a percepção para aqueles que ouviam através de imagens, performances teatrais, jogos de luzes e, em outro âmbito, a arte gráfica de seus trabalhos. Da mesma forma que cada banda tinha um estilo próprio, que a tornava diferente de qualquer outra (bons tempos) mesmo que por um mero detalhe ou outro nas suas características mais marcantes, cada uma também tinha idéias únicas sobre como representar a sua música visualmente. Algumas bandas optavam por fotos, outras por montagens, podíamos encontrar também desenhos disformes, imagens psicodélicas, das mais simples às mais complexas, mas todas com o mesmo objetivo: tentar passar a mensagem e o conceito não apenas do álbum, mas de uma forma que o próprio público conseguisse identificar que aquele álbum era de tal banda. E grande parte do mérito disso está nos artistas da época, que conseguiam traduzir em visualmente as idéias totalmente ácidas e viajantes que representassem de forma justa as maluquices que saiam da cabeça dos músicos.

A coluna Imago, dentro do Progcast vai abordar a arte dos álbuns de Rock e Metal progressivo, tentando analisar de uma forma que correlacione os temas líricos, com as idéias da banda e como isso se torna importante para a experiência de ouvir o trabalho não isoladamente, mas como parte de um grande conjunto que envolvem a audição, a visão e a percepção de quem está presente. Serão apresentadas as capas que compreendem toda a discografia de cada banda por post (separando os de estúdio das coletâneas e ao vivo), acompanhando o seu próprio desenvolvimento e como ela ia se adaptando (ou mantendo a sua característica) de acordo com o tempo e com as mudanças que aconteciam no mundo.