Sério… antes eu fazia aquela breve introdução sobre a banda e tal. Mas enfim, não mais…. agora vamos direto às capas, que é o que interessa!

1968 – This Was

Todos aqueles que já tiveram o prazer de ouvir o Jethro Tull como deve ser ouvido e viajar nas ótimas canções que te fazem se imaginar naqueles campos intermináveis da Europa, vão imediatamente entender a capa desse álbum. Para os mais desatentos, é apenas um bando de bêbados fantasiados de duendes/leprechauns/velhos que por alguma razão acharam uma grande idéia tirar fotos com alguns cachorros. Imagem a parte, o álbum bem calcado no Blues Rock e no Jazz fez um grande sucesso, chegando aos EUA logo de cara e sendo uma espécie de frisson no Woodstock.

1969 – Stand Up

Agora sim um álbum que começou a moldar a sonoridade clássica dos ingleses (em partes devido a saída de Mick Abrahams), trazendo flautas e todos aqueles instrumentos de música celta e folclórica. A ótima capa, traduz um pouco essa parte, de forma que a embalagem original desenhada por James Grashow “levantava” quando aberta (aqueles livros para crianças, sabem?), chegando a receber o prêmio como melhor capa do seu ano. Idéia muito boa mesmo, e relacionada ao nome do trabalho.

1970 – Benefit

Uma capa meio Beatles, “Benefit” tinha um que mais Hard Rock. A capa, por outro lado, não tinha o brilho da anterior, apesar de tentar criar um bisonho efeito 3D falso…

1971 – Aqualung

Álbuns clássicos, capas clássicas. Aqualung talvez seja um dos maiores ícones de uma década, de um estilo. O personagem desenhado por Burton Silverman é claramente uma versão surreada de Ian Anderson (não importa o quanto ele negue isso, certo?). Histórico!

1972 – Thick As A Brick

Se “Stand Up” teve um ótimo trabalho de arte, provavelmente poucas coisas chegarão aos pés de “Thick As A Brick”. Baseado na história de um garoto que escreve poemas sobre a vida (Gerald Bostock à Little Milton à Ian Anderson), é uma bela de uma zoada com o fato de estarem classificando a banda como Rock Progressivo. O trabalho gráfico, porém, é quase inacreditável: a capa do vinil imita um jornal de 12 páginas (todo envelhecido), com várias notícias, tirinhas, reviews de CDs e tudo que um jornal de verdade tem, além, obviamente, das letras e referências de cada música. Infelizmente, as versões mais fáceis de achar hoje em dia (os remaster em comemoração aos 25 anos) foi lançada desrespeitosamente e com diversas partes faltando, que não fazem jus à arte original.

Como o Jethro Tull tem mais de 20 álbuns, vamos parar por aqui… Até semana que vem!

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