O conjunto de Illinois Disturbed ficou famoso alguns anos atrás pela sua inacreditável capacidade em destruir banheiros e vestiários dos locais em que faziam seus shows. De baderneiros de início de carreira, tornaram-se uma das maiores bandas do chamado New Metal, e uma das poucas que conseguiram reconhecimento suficiente para ainda estarem fortes no cenário, agregando fãs que não se resumem ao do seu estilo.

Logo após o surgimento da banda em 1996, eles já lançaram 5 álbuns de estúdio, além de vários outros materiais com conteúdo extra. Com exceção do primeiro trabalho “The Sickness” (que vendeu apenas 4 milhões de cópias), todos os outros estrearam em primeiro na Billboard, computando mais de 11 milhões de cópias vendidas desde então, com os subseqüentes “Believe”, “Tem Thousand Fists”, o mega clássico “Indestructible” e, o mais recente agora, “Asylum”.

Gravado no Groovemaster Studios (de propriedade deles) e produzido pelos próprios músicos, desde o começo “Asylum” foi tratado como um álbum mais soturno e “dark” que os seus antecessores, influenciado pelas letras do vocalista David Draiman. O álbum foi lançado em 27 de agosto, recebendo críticas positívissimas de todas as mídias especializadas.

A introdução “Remnants” (apesar de ser grande demais para tal) cria um clima para a faixa título “Asylum”, e apesar das características básicas do Disturbed estarem ali, percebe-se um ar mais carregado e denso, algo um pouco mais disfarçado na cadenciada e grooveada “The Infection”. E nela pode-se perceber um fator de produção que está em todo o álbum: o alto volume da bateria em relação aos outros instrumentos, deixando a guitarra mais baixa que o baixo, mas nada que tire a qualidade das músicas e a sua capacidade de permanecer na mente por horas, como a puramente New Metal “Warrior” e a semi-balada “Another Way To Die”, um som tão seco que lembra em alguns momentos as trocentas bandas influenciadas por Fear Factory. “Never Again”, em seguida, apesar de não ter nada novo no verso e no refrão, traz um lado cada vez mais explorado pela banda: a inserção de licks e solos de guitarra, que acrescentam em muito para o resultado final, já que as surpresas não param por aí: “The Animal” e “Crucified” tem lá o seu diferencial também, bem mais melódicas e se desgarrando um pouco do New Metal rappeado.

Só para assustar mais um pouco, “Serpentine” começa como se fosse uma música de bandas de MeloDeath do naipe do In Flames. Sim, exatamente isso, talvez não tenha sido intencional mas que lembra, isso lembra. “My Child”, em seguida, porém, volta tudo nos trilhos, uma música tipicamente Disturbed, a exemplo de “Sacrifice”, com uma carga mais excessiva de peso e ótimos riffs, uma grata surpresa ao lado de “Innocence”, um dos maiores do disco, a prova maior de porque eles são considerados a maior banda do seu gênero em todo o mundo, e ainda consegue agradar fãs de diversos outros estilos musicais. Um grande destaque e séria candidata a novo clássico do grupo. O álbum encerra finalmente com “ISHFWILF”, que nada mais é um cover para o clássico “I Still haven’t Found What I’m Looking For”, do U2. Apesar de eu não ser um fã (na verdade eu acho um saco) de Bono Vox e Cia, temos de admitir que a versão do Disturbed ficou muito legal.

Bom, vendo por cima, “Asylum” não supera o anterior “Indestructible”, mesmo chegando muito perto. Porém, consegue ganhar pontos extras pelo seu maior dinamismo, com flertes em diversos estilos , que mostram que a banda ainda está em constante evolução, algo admirável para uma banda que mesmo após anos da “morte” do new Metal, mantém se de pé e vendendo milhões de cópias do seu disco.

01. Remnants
02. Asylum
03. The Infection
04. Warrior
05. Another Way To Die
06. Never Again
07. The Animal
08. Crucified
09. Serpentine
10. My Child
11. Sacrifice
12. Innocence
13. Ishfwilf

Line-up

David Draiman – Vocal
Dan Donegan – Guitarra
John Moyer – Baixo
Mike Wengren – Bateria

Nota 8

Anúncios