A banda que despontou como uma das maiores promessas do MeloDeath sueco na primeira metade da década de 2000, principalmente por contar com dois vocalistas na sua formação e agregar elementos mais modernos e comerciais (bem americanizado), o Sonic Syndicate foi gradativamente transformando o seu som, deixando um pouco o Death de lado, passando pelo Metalcore e cada vez mais em direção a algo mais moderno, já sob a Nuclear Blast Records e excursionando por diversos países com bandas do porte de Soilwork, Dark Tranquillity e Nightwish.

Pouco depois do lançamento do 3º álbum “Love And Other Disasters”, o vocalista responsável pelas passagens limpas, Roland Johansson, resolve sair da banda, alegando diferenças pessoais e, principalmente, por estar iniciando um projeto em conjunto com Jesper Stromblad, do In Flames. Sendo assim, o Sonic Syndicate recrutou em 2009 o vocalista britânico e tão-tatuado-quanto-o-resto-da-banda Nathan James Biggs (ex-Hollow Earth Theory), entrando em estúdio para lançar o EP “Rebellion”, já com o novo membro, e começar a preparar o que viria a ser “We Rule The Night”.

O quarto álbum da banda foi produzido pelo lendário Toby Right e gravado em Kungalv, na Suécia, trazendo a consolidação da sonoridade que já estava evidente nos últimos trabalhos e ficou ainda mais claro no lançamento dos singles do álbum.

Um esquisito riff abre “Beauty And The Freak”, para esmigalhar a esperança dos fãs mais trues e que ansiavam por um som mais pesado: a música está cada vez mais aprofundada no Metalcore americano que trocentas bandas fazem, mas talvez os ares europeus dêem uma diferenciada, principalmente pela voz de Biggs e o contraste com o rasgado de Richard Sjunesson, cantando a fútil letra da música. “Revolution, Baby!” foi um dos singles/vídeos lançados para a divulgação do álbum (onde pudemos ver que a baixista Karin Axelsson continua muito gostos*, mas eu não queria falar isso) e é a prova inicial que o Sonic Syndicate está cada vez mais deixando de lado a parte pesada da sua música, ou a agressividade do MeloDeath e se tornando algo que poderíamos considerar um… Pop Metal, algo ainda mais claro em “Turn It Up”, uma música que com certeza poderá embalar baladas mundo afora, com a sua melodia típica e os efeitos eletrônicos tomando a frente, o que talvez eleve a banda a um outro patamar de “famosidade”. A balada “My Own Life” (com seu ótimo clip/filme) é basicamente a canção radiofônica/apelativa do álbum, sendo tão pegajosa que dá nervoso, enquanto “Burn This City” é uma das canções que mais se aproxima do MeloDeath que a banda outrora praticou, mesmo com a latente pegada Metalcore, e um dos melhores refrões EVER da banda, aqueles pra cantar com o fist in the air, a exemplo da próxima “Black And Blue”, que mesmo com as nuances meio Rap e o refrão mela cueca, se destaca pelo peso.

“Miles Apart” vem em seguida como mais uma balada, com uma influencia de bandas Pop inglesas, sendo uma típica não cheira nem molha, enquanto novamente arranjos eletrônicos vem a tona em “Plans Are For People”, mas que trabalham em favor da parte mais “Metal” da música, abrindo possibilidades de ótimas melodias, lembrando um pouco as músicas mais leves do Soilwork. “Leave Me Alone”, em seguida, parece ter saído de algum dos trabalhos recentes do Evergrey ou do Killswitch Engage, assim como “Break Of Day”, que revive a fase “antiga” do Sonic Syndicate. A faixa título “We Rule The Night” coloca os efeitos eletrônicos novamente a frente dos outros instrumentos, lembrando um pouco as músicas da banda Pain, a letra, por outro lado, nos remete a escrot*mente famigerada série de “vampiros” Crepúsculo, e o meu maior medo é que eles tenham se baseado em alguma merd* do tipo para escrever essa música. Mas enfim, é uma boa forma de terminar o álbum, talvez mostrando a faceta que a banda irá assumir nos próximos trabalhos.

“We Rule The Night” é um álbum, digamos… diferente. Obviamente não é feito para fãs xiitas ou que esperam ouvir MeloDeath. O Sonic Syndicate vem mudando seu som gradativamente desde “Only Inhuman” e para aqueles que estão preparados, esse álbum não é nenhuma surpresa desagradável, aliás, muito pelo contrário, eles parecem estar no caminho certo para criar a própria sonoridade (ainda que meio longe do Metal). Basta se livrar de alguns preconceitos ao ouvir esse cd e será fácil identificar grandes idéias e ótimas passagens.

01. Beauty And The Freak
02. Revolution, Baby!
03. Turn It Up
04. My Own Life
05. Burn This City
06. Black And Blue
07. Miles Apart
08. Plans Are For People
09. Leave Me Alone
10. Break Of Day
11. We Rule The Night

Nathan James Biggs – Clean Vocals
Richard Sjunnesson – Harsh Vocals
Roger Sjunnesson – Guitars, Keyboards
Robin Sjunnesson – Guitars
Karin Axelsson – Bass
Johan Bengtsson – Drums

Nota 9

Bons sonhos

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