No último episódio de Imago

“…contando com algumas das mais históricas figuras da música britânica…”
“…marcou o começo dos desentendimentos dentro da banda, com Peter Gabriel cada vez mais ausente…”
“…quem está puxando quem?”

Muito bem, na semana passada, tratamos das capas do Genesis em sua fase mais clássica, até a saída de Peter Gabriel, em 1974/1975, sendo assim…

1976 – A Trick Of The Tail

Phil Collins assume os vocais para o lançamento do novo álbum. Inicialmente, eles pretendiam seguir como uma banda instrumental (já que muitas das músicas eram escritas sem saber como seriam cantadas), mas depois de trocentas audições, acabaram decidindo pela voz do baterista. A imagem na capa do álbum é uma das mais legais, com personagens representando as diversas músicas: uma velha se olhando no espelho e se vendo jovem, um ladrão, largando os objetos do roubo, a lua, os pássaros voando, um banqueiro, um burguês e o capeta himself. A continuação do esenho (geralmente o verso do vinil, ou a parte de trás do cd), traz ainda o que parece ser um pirata, com um gato, uma enfermeira (há!), uma família e um juíz. Canções desse álbum, como a instrumental “Los Endos” sempre foram freqüentes nas apresentações ao vivo desde então.

1976 – Wind & Wuthering

Considerado um marco na carreira do Rock Progressivo (mais um!), “Wind & Wuthering” é o último álbum a contar com o guitarrista Steve Hackett (que alegou já estar cansado da sonoridade da banda). O trabalho gráfico é digno dos anos 70: a pintura em tela, uma árvore solitário em meio a um fundo praticamente monocromático, sem limites entre a terra e o céu, digno de um daqueles wallpapers do Windows. Mais icônica do que a capa, só a sensação de tranqüilidade e ao mesmo tempo, vazio, que ela passa. Olhar muito tempo para ela, vai por mim, pode te deixar meio perturbado.

1978 – …And Then There Were Three

Contando agora apenas com Collins, Banks e Rutherford, o título do álbum é uma clara referência ao que estava acontecendo com o line-up da banda. Desta vez, o trabalho artístico foi desenvolvido pelo legendário Storm Thorgerson e a sua empresa Hipgnosis. Sendo assim, nada mais justo que ele mesmo explicar a idéia, não? Então, vamos lá: “Nós estávamos tentando contar uma história sobre o rastro deixado por um feixe de luz. Ali temos uma tocha, um carro e um homem com um cigarro. A banda estava perdendo seus membros e sobraram apenas três deles. As letras eram sobre idas e vindas, então tentamos descrever isso em fotografias usando time-lapse. Então, temos um carro saindo ara um lado e então um cara sai do carro, vai para a frente dele e acende o cigarro. Mas enquanto ele caminha, ele usa uma tocha e o carro em que ele estava vai embora. Há então, um rastro deixado pelo carro, um rastro deixado pelo homem enquanto ele anda, e então ele acende o cigarro, que é a luz na sua face”. Entenderam? Pois é… você deve estar coçando a cabeça também…

1978 foi o ano que marcou um novo começo para o Genesis: as músicas estavam começando a ficar menos complexas, mais próximas ao Pop e ao Punk Rock. Depois do lançamento de “…And Then There Were Three”, Phil Collins teve de se afastar um pouco da banda para tentar salvar seu (primeiro) casamento, enquanto Tony Banks e Mike Rutherford trabalharam em suas carreiras-solo. A parte final do post irá ao ar no dia 03/08, com a continuidade do trabalho até o ano de 1997, e o derradeiro álbum de estúdio.

Bons sonhos.

P.S.: Eu não queria agredir, mas o novo buscador de imagens do Google é uma BOSTA! Pelo amor de deus, que serviço de condenado! Obrigado…

Anúncios