Bom, eu preciso falar alguma coisa? É o Scorpions, e pronto. Única coisa que temos que deixar claro: Este é o décimo-sétimo álbum da banda, depois de 45 anos de carreira, e provavelmente o último antes da aposentadoria. Pelo menos é isso que eles estão dizendo, que a idéia é encerrar as atividades enquanto ainda estão no topo, e não posso deixar de concordar com isso.

 

Mas enfim, vamos ao álbum!

“Sting In The Tail” foi produzido pela dupla Mikael Andersson e Martin Hansen, dois figurões na Alemanha, e segundo Rudolf Schenker, é uma tentativa de juntar em um álbum só todos os elementos que elevaram o Scorpions ao status que tem hoje, lá na década de 80, mas com uma roupagem atualizada. Lançado em 14 de março, estreou em 23º na Billboard americana, em 2º lugar na Alemanha e 1º na Grécia, além de ter sido lançado mundialmente via Sony Music.

A música “Raised On Rock” é a prova do que Schenker disse ali em cima, já que a música exala um cheiro tão oitentista que chega a ser nostálgico, porém, é praticamente uma irmã mais nova de “Rock You Like A Hurricane”, tanto na estrutura, quanto no riff principal. O refrão porém, deixa um pouco a desejar, assim como o uso do talk Box, meio exagerado, assim como na faixa título, que vem logo em seguida, música energética mas com um refrão fraco. A sensação de estar caminhando sob neons de noite no centro da cidade, porém, continua….

“Slave Me”, a terceira música tem um quê de Gotthard (embora o contrário seja o mais óbvio), mas no fim é apenas mais uma música OK. Dessa forma, posso dizer que o álbum começa a ficar interessante somente em “The Good Die Young”, que apesar de ser uma balada, tem um clima e uma levada forte, com Klaus Meine mostrando porque é um grande frontman. A participação de Tarja Turunen engrandece ainda mais a música e foi uma escolha acertada para ser o single. Em seguida, “No Limit” e “Rock Zone” de cara se mostram como duas que com certeza são pontos altos nas apresentações da banda, no melhor estilo “pula-pula” e melodias pegajosas, enquanto “Lorelei” é mais uma daquelas baladas mela-cuecas que nós tanto gostamos no Scorpions, e “Turn You On” é a mais moderninha entre as músicas (ainda assim, um Hard Rock) e é a minha preferida do álbum.

A versão do álbum no iTunes tem como bônus a faixa “Let’s Rock” (que eu tive que fazer o download, já que a versão física não tem ela), uma faixa cadenciada, mas que sim, dá vontade de sair gritando a faixa título aos berros depois.

“Sly” é MAIS uma balada, e assim como eu, talvez toda a banda tenha perguntado para o Klaus Meine “Outra balada?????”, e cá entre nós, ela é IGUALZINHA Lorelei! Inclusive nas melodias, que são bem parecidas!  “Spirit Of Rock”, logo em seguida, é uma música mais animada e lembra um pouco o que o Avantasia fez nos últimos álbuns, um Hard Rock atualizado e pesado. “The Best Is Yet To Come”, apesar de ser meio leve, talvez seja o melhor final que uma carreira tão grandiosa e de sucesso como o Scorpions tem/teve. A letra otimista, com certeza direcionada aos fãs tem uma força espetacular na sua letra e na performance de toda a banda.

Não tenho certeza se realmente esse é o fim da banda. Ela ainda está em turnê, portanto, muita coisa pode acontecer até o fim dela (inclusive, passagens pelo Brasil marcadas para Setembro… ingressos esgotados em questão de horas), então ficamos no aguardo. “Sting In The Tail” não é nem de longe o álbum que eu estava esperando, sinceramente ele não chega nem aos pés dos clássicos, mas ainda assim é um trabalho muito bem feito, com dedicação e, porque não, amor ao Rock’n’Roll, assim como foi durante toda a sua história.

01. Raised On Rock
02. Sting In The Tail
03. Slave Me
04. The Good Die Young
05. No Limit
06. Rock Zone
07. Lorelei
08. Turn You On
09. Let’s Rock (via iTunes)
10. Sly
11. Spirit Of Rock
12. The Best Is Yet To Come

Nota: 7

Bons sonhos

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