Um dos estandartes do Rock Progressivo na década de 70 e formado pelo dream-team da época Keith Emerson (teclados/sintetizadores), Greg Lake (guitarra/baixo/vocais) e Carl Palmer (bateria), figuras carimbadas e membros de várias outras bandas, chegando a vender mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo, considerando os 9 álbuns de estúdio, 13 ao vivo, 12 coletâneas e 13 singles. As viagens ácidas, grandes jams instrumentais e a exploração de sons ambientes conduzido pela virtuose de seus músicos é uma marca  muito copiada até hoje, chegando a influenciar até mesmo os recentes Post-rock e Atmospheric Rock. Esse direcionamento e experimentalismo musical, de alguma forma é complementar ao próprio som do grupo, como veremos a seguir:

1970 – Emerson, Lake & Palmer

O debut da banda já trazia o trabalho desenvolvido ao longo do tempo, principalmente por trazer composições próprias de cada membro, priorizando em muito as partes instrumentais, deixando o vocal as vezes em segundo plano. Responsável por um dos únicos hits mais comerciais da banda (“Lucky Man”), a capa deste álbum foi desenvolvida por Nic Dartnell e originalmente deveria ser utilizada pela banda Spirit (a própria orelha que aparece na capa é do baterista da banda, Ed Cassidy), mas foi comprada pelo ELP antes. Não muito reveladora a imagem, é um pássaro branco meio que se dissolvendo, talvez. Vai saber…

1971 – Tarkus

O primeiro álbum conceitual da banda aborda uma história sobre máquinas VS natureza, e sobre o avanço industrial e tecnológico que vinha ocorrendo. Tarkus, representado na icônica capa de William Neal, é um tatu sob a forma de um tanque de guerra, nascido de um ovo que saiu da cratera de um vulcão (whót?). No próprio encarte, são apresentadas várias imagens com Tarkus lutando com outras máquinas, até ser vencido por Manticora, o único ser inteiramente orgânico na história (o conceito lírico do álbum fica para uma outra oportunidade ;D).

1971 – Trilogy

Ok, capa bisonha, os membros semi-nus desenhados… próximo!

1973 – Brain Salad Surgery

Mais uma arte icônica do estilo (copiada até hoje, por diversas bandas de vários estilos), desenvolvida por H R Giger, foi um dos maiores sucessos da banda, com Pete Seinfeld (sim, ele mesmo, do King Crimson) ajudando em algumas composições. A capa original desse álbum trazia uma figura monocromática, de aspecto metálico/ciborgue (com os cabelos do predador), mas com crânio humano (que fica na frente), porém, dentro do encarte, pode ser visualizado um rosto aparentemente feminino, cheio de cicatrizes e até mesmo uma marca de lobotomia. Algumas edições especiais relançadas posteriormente traziam as duas capas mais bem montadas (como aqueles livros de criança, ou mais recentemente, o Death Magnetic do Metallica). Outro ponto importante é que o logo da banda, com o ELP desenvolvido nessa arte se repetiu nos trabalhos posteriores. Ah sim, e eles nunca pagaram pela imagem…

1977 – Works Vol 1 e Vol 2

Apresentando um novo direcionamento, o Vol 1 era duplo e se dividia 4 partes diferentes, cada uma destinada a um dos músicos, e a última uma adaptação em conjunto. O Vol 2 era apenas um “refugo” que não entrou na primeira parte (no bom sentido). Com relação à arte, o único fator interessante é que eles continuaram a utilizar o logo criado para o álbum anterior, até mesmo porque nem apresentavam nada além de uma capa preta e a outra branca.

Bom, a pedidos, dividi os meus posts gigantescos em duas partes, então a parte final será publicada no sábado, certo? Fiquem de olho, opiniões, sugestões e correções, leave a reply!

Era prá esse post ter ido ao ar ontem, mas graças ao meu fantástico provedor de e-mail e a sua capacidade de NÃO entegar o conteúdo, não rolou, portanto…

Bons sonhos, crianças

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