O Rock Progressivo nunca se prendeu aos limites da música. Muito pelo contrário, aliás, as bandas faziam de tudo para transcender, elevando o sentimento e a percepção para aqueles que ouviam através de imagens, performances teatrais, jogos de luzes e, em outro âmbito, a arte gráfica de seus trabalhos. Da mesma forma que cada banda tinha um estilo próprio, que a tornava diferente de qualquer outra (bons tempos) mesmo que por um mero detalhe ou outro nas suas características mais marcantes, cada uma também tinha idéias únicas sobre como representar a sua música visualmente. Algumas bandas optavam por fotos, outras por montagens, podíamos encontrar também desenhos disformes, imagens psicodélicas, das mais simples às mais complexas, mas todas com o mesmo objetivo: tentar passar a mensagem e o conceito não apenas do álbum, mas de uma forma que o próprio público conseguisse identificar que aquele álbum era de tal banda. E grande parte do mérito disso está nos artistas da época, que conseguiam traduzir em visualmente as idéias totalmente ácidas e viajantes que representassem de forma justa as maluquices que saiam da cabeça dos músicos.

A coluna Imago, dentro do Progcast vai abordar a arte dos álbuns de Rock e Metal progressivo, tentando analisar de uma forma que correlacione os temas líricos, com as idéias da banda e como isso se torna importante para a experiência de ouvir o trabalho não isoladamente, mas como parte de um grande conjunto que envolvem a audição, a visão e a percepção de quem está presente. Serão apresentadas as capas que compreendem toda a discografia de cada banda por post (separando os de estúdio das coletâneas e ao vivo), acompanhando o seu próprio desenvolvimento e como ela ia se adaptando (ou mantendo a sua característica) de acordo com o tempo e com as mudanças que aconteciam no mundo.

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